JORNAL ONLINE-REGISTO ERC Nº 125301 - DIRECTOR : LUIS PEREIRA

Leguminosas, a saúde segundo as cores

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE NUTRICIONISTAS, uma colaboração entre a Associação Portuguesa de Nutricionistas e o Notícias do Nordeste permite trazer até aos nossos leitores os conselhos avalizados dos mais reputados nutricionistas do país. Este espaço destina-se a si! Porque a saúde é o aspecto mais importante da nossa vida.Siga em permanência esta nossa secção, porque “Saber comer…é Saber viver!”

NN - publicado terça-feira, 27 de janeiro de 2009

            
=Não há duas leguminosas iguais. Quer ao nível do sabor, da textura, composição nutricional ou mesmo da cor. Por exemplo, a cor verde da ervilha tem a sua origem no pigmento da clorofila, considerado uma fonte energética celular, que confere protecção ao sistema cardiovascular e imunológico. As ervilhas frescas são uma boa fonte de pectina e outras fibras solúveis que ajudam a controlar os níveis de colesterol no sangue.

No caso do feijão e do grão-de-bico, o castanho está associado a alimentos ricos em fibra, selénio e vitamina E que ajudam a regular o intestino, melhoram a flora intestinal, controlam o colesterol e a diabetes. No caso especifico do grão-de-bico, bastante versátil na cozinha e que, tal como as outras leguminosas, pode ser comido seco ou enlatado, o destaque vai para os benefícios das fibras e do ácido fólico.

No caso do feijão encarnado ou branco, rico em fibras solúveis, a sua acção manifesta-se na prevenção do cancro do cólon e na redução dos níveis de açúcar no sangue. Já feijão preto contêm antocianina, um pigmento associado à vitamina B1 e fundamental para a transformação dos hidratos de carbono e outros nutrientes em energia. A sua falta pode levar à perda de apetite, redução de peso ou mesmo à anorexia.

Todos estas propriedades nutricionais devem a sua acção aos fitoquímicos que potenciam propriedades preventivas essenciais na protecção do organismo contra os efeitos da idade. Estes elementos também ajudam a reduzir o risco de doenças crónicas não transmissíveis como o cancro, as doenças cardíacas, a obesidade e a diabetes.

Numa altura em que o consumo de leguminosas continua a diminuir, importa repensar o seu consumo. Em sopas, nas saladas, ensopados ou guisados, o importante é ingeri-las. Encontrá-las também não é difícil e não há por que temer as enlatadas. As leguminosas são cozidas dentro da lata, em água e sal e sem adição de corantes nem conservantes, o que se traduz numa opção rápida e saborosa para os seus cozinhados

Alexandra Bento, presidente da Associação Portuguesa dos Nutricionistas



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