JORNAL ONLINE-REGISTO ERC Nº 125301 - DIRECTOR : LUIS PEREIRA

Alimentação macrobiótica - prós e os contras

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE NUTRICIONISTAS, uma colaboração entre a Associação Portuguesa de Nutricionistas e o Notícias do Nordeste permite trazer até aos nossos leitores os conselhos avalizados dos mais reputados nutricionistas do país. Este espaço destina-se a si! Porque a saúde é o aspecto mais importante da nossa vida.Siga em permanência esta nossa secção, porque “Saber comer…é Saber viver!”

NN - publicado terça-feira, 18 de agosto de 2009

            
=Actualmente é crescente o número de indivíduos que adoptam a alimentação macrobiótica. Contudo, tal como em qualquer tipo de alimentação, quando mal planeado/acompanhado, pode acarretar problemas para a saúde, nomeadamente para as populações de risco. Uma boa forma de planear um dia alimentar é seguir as recomendações de um guia alimentar, tal como a Nova Roda dos Alimentos. Apesar de esta não ser específica para o padrão alimentar macrobiótico, existe a pirâmide alimentar macrobiótica “Great Life Pyramid”, no entanto esta não inclui equivalências.

Uma refeição macrobiótica completa pode ser constituída da seguinte forma: entrada, sopa, prato principal, sobremesa e chá, devendo os alimentos ser variados todos os dias, ao longo do dia e ao longo do ano. Também deve ser usada uma grande variedade de métodos culinários.

Os alimentos da cozinha macrobiótica reflectem influências asiáticas, sendo frequentemente utilizados o arroz, algas marinhas, condimentos asiáticos (tamari, miso, ameixa umeboshi e raízes (daikon e lótus). Uma vez que este tipo de alimentação é adaptado a cada indivíduo existem diferenças no tipo de alimentos a consumir. Os alimentos principais da alimentação macrobiótica são os cereais integrais em grão cozinhados, cuja ingestão diária deverá corresponder a 50 a 60% (arroz integral, trigo, cevada, millet, centeio, milho, etc.). Algumas vezes por semana poderão ser consumidos alimentos como bulgur, flocos de aveia, massa ou outros produtos produzidos a partir de farinhas integrais.

Diariamente deverão ser consumidas uma ou duas porções de sopa fresca, correspondendo a cerca de 5 a 10% da ingestão diária. A sopa deverá ser temperada com miso ou shoyu, à qual wakamé, cenouras, cebolas ou vegetais sazonais serão adicionados durante a cocção. As leguminosas cozinhadas ou os seus derivados constituem uma pequena parte da ingestão diária (≈ 5 a 10%). As mais indicadas para consumo regular serão o feijão azuki, a lentilha, grão-de-bico e feijão de soja preto, enquanto as outras deverão ser consumidas ocasionalmente. Derivados destes alimentos como tofu, tempeh e natto, poderão ser consumidos diariamente.

Independentemente destas indicações, antes de iniciar este padrão alimentar deve consultar um nutricionista de forma a preparar o seu organismo para esta mudança de regime. Assim poderá tirar os benefícios desta filosofia de vida e alimentação, não comprometendo a sua saúde!

Ana Silva - Nutricionista



Publicidade

artigos sobre nutrição


web-tv nn em baixa resolução

    This text will be replaced

Vídeos no YouTube

    Loading...