Muito ouvimos falar na Pirâmide e na Roda dos Alimentos, mas será que as percebemos realmente? A OMS recomenda uma alimentação saudável e variada. Vamos desvendar os segredos do que deve ter no prato…
Há 30 anos surgia em Portugal a primeira Roda dos Alimentos, criada com o grande objectivo de nos ensinar a comer melhor…muito mudou desde essa altura mas o seu grande objectivo é o mesmo: servir de guia alimentar para as populações. Outros Países no mundo não têm uma roda mas uma Pirâmide dos alimentos. È o caso dos EUA, da Austrália ou do Canadá. A pirâmide ou a roda são representações gráficas que pretendem de uma forma rápida e simples, informar-nos acerca da quantidade, qualidade e variedade dos alimentos que devemos ingerir ao longo do dia.
Contudo os novos conhecimentos e os novos estilos de vida levaram à apresentação recente de novos guias que vêm ajudar na difícil escolha do que devemos comer diariamente. O objectivo é simples: a manutenção da saúde e a redução das doenças cardiovasculares e crónicas. E é indiferente se falamos de alimentos frescos ou congelados. O importante é seguir as recomendações, em prol dos hábitos alimentares mais equilibrados.
Contudo, não basta conhecer os instrumentos de educação alimentar. É essencial seguir as suas recomendações de perto:
Ingerir diariamente alimentos de todos os grupos; Comer maiores quantidades de alimentos que pertencem ao grupo de maior dimensão; e menores quantidade dos alimentos dos grupos mais pequenos; Ingerir alimentos diferentes dentro de cada grupo, variar e combinar alimentos de época.
Arco-Íris no prato!
O último relatório do Balança Alimentar Portuguesa (1990-2003), publicado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) em 2006, revela que os portugueses apresentam um regime alimentar desequilibrado com uma alimentação deficiente em frutos, hortícolas e leguminosas secas e rica em gorduras e proteínas.
Quer a Pirâmide quer a Roda dos alimentos podem ajudá-lo a aumentar os seus conhecimentos e a reorientar a sua alimentação para alcançar uma dieta mais equilibrada e variada. Cada grupo apresenta funções e características nutricionais específicas e, por isso, é essencial consumi-los diariamente se queremos que as nossas refeições sejam variadas e equilibradas. Um truque simples é garantir que no prato existe a maior combinação possível de cores. O mesmo será dizer que, aliar as cores dos alimentos significa combinar diferentes nutrientes, todos necessários ao organismo: os Cereais e os Tubérculos, os Produtos hortícolas, a Fruta, os Lacticínios, a Carne, Pescado e Ovos, as Leguminosas e as Gorduras.
Do ponto de vista quantitativo é importante não esquecer que as necessidades alimentares de cada indivíduo variam com factores como a idade, o sexo, a altura, o metabolismo basal e a actividade física diária. São também influenciadas por situações especiais de doenças, gravidez e aleitamento e até alterações climáticas. Desta forma as porções sugeridas pelos diferentes guias devem ser sempre adaptadas às necessidades individuais.
Elsa Feliciano (Nutricionista)